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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Cariocas, mineiros e Palmeiras anunciam boicote a torneios de base que São Paulo participar


Os principais clubes do país anunciaram que boicotarão competições de base que tiverem o São Paulo como participante. A medida é definida pelas equipes descontentes como um protesto à conduta adotada pelo clube do Morumbi na captação de jovens atletas.
Os clubes acusam o São Paulo de aliciar os pais de jovens atletas de outros clubes, que quebraria suposto "código de ética" firmado entre os times grandes.
Integram o boicote o Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e Palmeiras, Atlético-MG, Vitória, Ponte Preta , Coritiba, Cruzeiro e Goiás. O Santos não se pronunciou. Já o Corinthians participou das conversas com os clubes, mas adota discurso neutro.
O primeiro campeonato sem os descontentes com o São Paulo é a Copa 2 de Julho sub-17, que será realizado de 1º a 13 de julho, na Bahia.
"Onde o São Paulo estiver, o Flamengo e todos os outros clubes da Série A não estarão. Precisamos dar um basta nesse aliciamento", disse Carlos Noval, diretor das categorias de base do Flamengo.
A ideia é que o boicote se estenda para outras competições na temporada.
"Não será apenas o 2 de Julho, na Bahia, mas qualquer competição que o São Paulo for participar. Antes de tomarmos essa atitude tentamos dialogar, mas eles ignoraram a situação. Se nada mudar iremos boicotar também a Copa São Paulo de juniores ", disse o gerente geral da base do Botafogo, Nei Souto.
A reportagem do UOL Esporte entrou em contato a diretoria do São Paulo. O clube informou que irá se inteirar sobre o anúncio do boicote, se pronunciando até o fim da tarde desta quarta-feira.

SÃO PAULO ESNOBA ACUSAÇÃO E DIZ QUE INVESTE MILHÕES NO CT EM COTIA

  • O São Paulo não mostra preocupação com as reclamações dos clubes em relação ao aliciamento de jogadores nas categorias de base. Mais do que isso. A diretoria esnoba a união dos rivais e diz que age sempre usando a lei na hora de contar com jogadores.

    “O São Paulo vê com tristeza essas manifestações. O São Paulo age sempre dentro do que a lei prevê e sempre respeitando os outros clubes e observando a inexistência de agentes e intermediários nas categorias de base”.
Por meio da assessoria de imprensa de seu departamento de base, o Palmeiras reforçou o boicote. OUOL Esporte apurou que o clube considera que foi uma resolução tomada em conjunto com todos os clubes porque são repetidos casos de aliciamento do São Paulo com os pais dos meninos.
Embora participe de reuniões para contestar a conduta do São Paulo na base, o Corinthians informou que não viu “graves erros” do São Paulo, salientando que não foi notificado sobre o boicote.
“O São Paulo tem sua maneira de atuar na base. Não tem que ficar chorando. Não tenho essa informação [sobre boicote]. E o Corinthians já não vem participando desse torneio há alguns anos [Copa 2 de Julho]. Provavelmente não participaremos, mas não por boicote, e sim por optar por competições internacionais”, disse Fernando Alba, diretor da base corintiana.
Assédio aos pais dos atletas
Os clubes acusam o São Paulo de assediar os pais dos atletas de outras equipes. Um contrato profissional só pode ser feito a partir dos 16 anos. Para segurar jovens com idade inferior a 16, os clubes afirmam existir “código de ética”, controlando transferências.
Um caso emblemático envolve o meia Lucas, atualmente no PSG. O Corinthians alega que o time tricolor ofereceu enorme quantia aos pais do atleta, que na época não tinha vínculo profissional com o Corinthians.
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Copa São Paulo 201350 fotos

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Rivaldinho, filho de Rivaldo, defenderá o Corinthians na Copa São Paulo de 2013 Danilo Verpa/Folhapress
Colaboraram os jornalistas Bernardo Gentile, Vinícius Castro e Pedro Ivo Almeida

General do Brasil é convidado para comandar missão de paz no Congo


Santos Cruz, de 60 anos, foi comandante da missão da ONU no Haiti.
Ele chefiará tropa de imposição da paz que deverá 'neutralizar' rebeldes.

Tahiane StocheroDo G1, em São Paulo
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carlos alberto dos santos cruz (Foto: Logan Abassi/ONU)General brasileiro Santos Cruz, ex-chefe da missão
da ONU no Haiti (Foto: Logan Abassi/ONU)
O general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, de 60 anos, foi convidado pela Organização das Nações Unidas para comandar a missão de paz no Congo (Monusco), que possui o efetivo de mais de 23,7 mil homens, tem caráter de imposição da paz e é a única atualmente com autorização para intervir em um conflito. 
O ministro da Defesa, Celso Amorim, foi informado na manhã desta quarta-feira (24) do convite, que foi feito diretamente pela ONU a Santos Cruz em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Exército na missão de manutenção da estabilidade no Haiti (Minustah), comandada pelo Brasil desde 2004.
Santos Cruz foi o comandante das forças da ONU no Haiti entre 2006 e 2009, chefiando mais de 12 mil homens. Ele foi o general brasileiro que mais tempo ficou no posto.

“Recebi o convite e estamos na fase administrativa, em que é necessário o envio de documentação e alguns acertos devem ser feitos com o governo brasileiro. O processo ainda está em andamento para oficialização. É com honra que pretendo representar o Brasil na missão, pois o convite representa um reconhecimento ao trabalho das Forças Armadas brasileiras”, disse Santos Cruz aoG1.

O general Santos Cruz trabalhou no Haiti em conjunto com o representante da ONU na Minustah, o guatemalteco Edmond Mulet, no processo de pacificação das regiões mais violentas do país caribenho, como Cité Soleil, em que foram necessárias operações robustas para que os capacetes azuis recuperassem áreas dominadas por grupos armados.
É uma missão extremamente complexa, em um país muito grande, com 70 milhões de habitantes, rico em recursos naturais e uma história marcada pela violência. O contexto é bem diferente do Haiti. A experiência no Haiti vai ajudar, mas é necessário uma percepção dos problemas no terreno"
Carlos Alberto dos Santos Cruz,
general brasileiro
Atualmente Mulet é subchefe do Departamento de Missões de Paz das Nações Unidas (DPKO). Em setembro de 2012, em entrevista exclusiva ao G1 no Rio de Janeiro, Mulet afirmou que havia feito a Amorim o pedido para que o Brasil enviasse tropas para outra missão de paz no mundo, além do Haiti.

O processo de negociação para que soldados do Exército integrem a força no Líbano começou em 2013, após a ONU consultar o Brasil se um batalhão poderia ser enviado.

"É um desafio muito grande. É uma missão extremamente complexa, em um país muito grande e com mais de 70 milhões de habitantes, rico em recursos naturais e uma história marcada pela violência. O contexto é bem diferente do Haiti. A experiência no Haiti vai ajudar, mas é necessário uma percepção dos problemas no terreno", disse Santos Cruz ao G1.

Santos Cruz é general de divisão, tendo passado para a reserva do Exército em novembro de 2012, após não ter sido promovido à mais alta patente da Força. Atualmente, integra a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.

"A decisão da ONU se deve ao conceito do Brasil no exterior. Eu só represento o trabalho que o governo, a diplomacia e a defesa brasileira estão fazendo", acrescentou ele.
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Tanque das Forças Armadas de Congo passa pela cidade de Goma, onde o aeroporto foi tomado pelos rebeldes   (Foto: Phil Moore/AFP)Tanque das Forças Armadas de Congo passa em
Goma, cidade tomada por rebeldes
(Foto: Phil Moore/AFP)
ONU quer 'neutralizar' rebeldes
O conflito no Congo teve início após o genocídio em Ruanda, em 1994, segundo a ONU, e em seu período mais sangrento, entre 1996 e 2003, teria resultado em 4 milhões de mortes.

Desde então, diversos grupos rebeldes se ramificaram pelo país. O maior deles é o Movimento 23 de Março (M23), formado por ex-militares e que, em 2012, tomou o controle de diversas áreas do país. Desde julho de 2010, quando a missão foi criada, 55 soldados da ONU morreram em ataques rebeldes.

Em 28 de março de 2013, uma resolução do Conselho de Segurança, em uma situação inédita na história da ONU, deu à Monusco um mandato para ocupar territórios dominados por grupos rebeldes, em especial o M23, acusado de ataques contra a população, abusos aos direitos humanos, exploração sexual e violação ao direito internacional. A ONU determinou que fosse adicionada à tropa atual no terreno uma “brigada de intervenção”, que terá três batalhões de infantaria, uma artilharia e uma companhia de Forças Especiais.
O objetivo da tropa será “neutralizar” os grupos armados no país, tendo direito a usar “todos os meios necessários” para recuperar as áreas dominadas pelos rebeldes, prendê-los e garantir a paz. A missão tem caráter ofensivo e pró-ativo e foi criticada por rebeldes disseram que a ONU estava perdendo a imparcialidade.

No mandato da Monusco que criou a brigada de internveção, o Conselho de Segurança diz que o caso tem "base excepcional", "não cria precedente" e também não prejudica os princípios que gerem as missões de paz.

Lewandowski faz quatro e lidera goleada do Borussia sobre Real


Polonês brilha nos 4 a 1 no Signal Iduna Park, e aurinegros conquistam vantagem parecida com a do rival Bayern de Munique diante do Barcelona

Por GLOBOESPORTE.COMDortmund, Alemanha
1334 comentários
Sobrenome complicado, futebol fácil. Robert Lewandowski, quase sempre com um toque na bola, tornou a missão do Borussia Dortmund um tanto quanto mais tranquila no sonho de disputar a grande decisão da Liga dos Campeões. Dono de uma atuação perfeita, o centroavante marcou quatro vezes e foi o grande nome da goleada sobre o Real Madrid, por 4 a 1, nesta quarta-feira, no Signal Iduna Park, pelo primeiro jogo da semifinal. Cristiano Ronaldo, ainda no primeiro tempo, chegou a empatar para os merengues em 1 a 1, mas pouco conseguiu fazer na etapa final para impedir a derrota.
Desta forma, o Borussia praticamente repete o feito do Bayern de Munique na véspera ao atropelar o Barcelona, por 4 a 0, na Allianz Arena. Em confrontos que se previa um equilíbrio sem favoritismo, a Alemanha abriu uma vantagem no agregado de 8 a 1 contra a Espanha. As partidas de volta serão disputados na próxima semana, terça e quarta, respectivamente no Santiago Bernabéu e Camp Nou.
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Mosaico Borussia Dortmund x Real Madrid (Foto: Editoria de Arte)
O time de José Mourinho pode dizer que está em situação menos desconfortável. Ainda assim, terá de vencer por 3 a 0 para conquistar a vaga na finalíssima de Wembley, no dia 25 de maio. A repetição do placar a favor dos merengues leva o duelo para a prorrogação. O Borussia ainda se classificará se perder por 5 a 2, 6 a 3 ou placares adiantes por três gols de diferença.
Entre os brasileiros, Kaká, por alguns minutos na etapa final, foi o único a pisar de fato no gramado, já que Marcelo, lesionado, sequer viajou a Dortmund, e Casemiro não ficou no banco de reservas por opção de Mourinho. Do lado do Borussia, o zagueiro Felipe Santana, herói contra o Málaga, pelas quartas, comemorou bastante cada um dos quatro gols de Lewandowski, em quem apostou como candidato a destaque da vez em recente entrevista.
Para Mourinho, o jogo teve ainda outro motivo para se tornar um pesadelo. Esta foi a segunda vez em toda a sua carreira que um time seu sofreu quatro ou mais gols. Até o momento, apenas o Barcelona de Pep Guardiola havia atribuído tamanha humilhação ao português, justamente no primeiro Superclássico contra o Barcelona, por 5 a 0, no dia 29 de novembro de 2010.
Robert Lewandowski gol Borussia Dortmund jogo Real Madrid (Foto: AFP)Robert Lewandowski assinala com as mãos quantos gols marcou no Real Madrid (Foto: AFP)
CR50
Mais importante do que a aplicação tática, era não perder o foco por qualquer instante que fosse. O Borussia Dortmund pode dizer que fez um primeiro tempo próximo do ideal, marcando o Real Madrid na origem de suas jogadas, impedindo Xabi Alonso de jogar. A ausência de Di María, no banco de reservas por conta do nascimento de seu filho, ainda complicou a saída para os contra-ataques por parte dos merengues.
O problema é que um simples descuido dos donos da casa deu ao Real a chance de ir para o intervalo sorrindo. Foi aos 43 minutos, quando Hummels, zagueiro cobiçado por outros gigantes europeus e de grandes atuações nas últimas temporadas, vacilou e permitiu que Cristiano Ronaldo chegasse ao seu 12º gol na atual edição e 50º na era moderna da Liga dos Campeões, igualando-se ao francês Thierry Henry entre os quatro maiores (Ruud van Nistelrooy, Lionel Messi e Raúl completam a lista).
Mas voltemos antes ao que fez o torcedor do Borussia se empolgar na "Muralha Amarela". Talvez com o atropelo do Bayern de Munique sobre o Barcelona na véspera fresco na memória, os aurinegros se lançaram ao ataque desde o início. A estratégia, sempre aliada à marcação sob pressão, logo surtiu efeito.
Cristiano Ronaldo gol Real Madrid Galatasaray (Foto: Reuters)Ronaldo empatou para o Real após falha de Hummels e desceu para o intervalo confiante... (Reuters)
Pressão para a 'Muralha Amarela'
O primeiro lance de perigo na partida aconteceu aos seis minutos. Marco Reus fez bela jogada, avançou pelo campo merengue e chutou rasteiro no canto de Diego López, que espalmou. Lewandowski não conseguiu alcançar o rebote, mas ele definitivamente não seria o problema da noite. Como se viu na sequência, aos oito: Götze, o personagem do pré-jogo por ter sido negociado com o Bayern de Munique, cruzou e estava lá o polonês para completar na pequena área.
O Real pouco produzia. Limitava-se, inclusive, a cruzamentos em faltas da intermediária ou em finalizações de longe de Cristiano Ronaldo. Aos 24, o craque português arriscou em cobrança direita e obrigou Weidenfeller a espalmar para o lado. Foi o máximo que conseguiu.
Do outro lado, Kuba quase ampliava ao levar vantagem sobre Coentrão, mas foi atrapalhado pela marcação de, vejam só, Gonzalo Higuaín, aos 31. Se o argentino fez até mais do que o seu papel exigia, Hummels nem isso: ele recebeu após cobrança de lateral, não conseguiu recuar e deixou Higuaín livre. O centroavante apenas rolou para Cristiano Ronaldo completar.
Lewandowski acaba com a defesa de Mourinho
Jose Mourinho jogo Borussia Dortmund Real Madrid  (Foto: AP)José Mourinho viu uma equipe sua voltar a sofrer
quatro gols pela segunda vez na carreira (Foto: AP)
Por ironia, o gol sofrido tornou-se apenas um pequeno detalhe diante do que estava por vir. O segundo tempo no Signal Iduna Park mostrou que o Real não é exatamente um time com uma defesa confiável, especialmente em confrontos decisivos. Depois de vacilar repentinamente contra o Galatasaray, pelo jogo de volta ainda das quartas de final, o setor que costuma ser o ponto forte das equipes de Mourinho falhou e permitiu que o Borussia, assim como o Bayern, desse um gigantesco passo rumo à classificação.
O show dos donos da casa novamente teve gol no início. Aos quatro, Reus pegou sobra na entrada da área e chutou rasteiro. Lewandowski conseguiu dominar no meio do caminho e tirou com categoria de Diego López. Sergio Ramos protestou, mas a jovem revelação Varane dava condição perto da pequena área.
A Muralha Amarela já estava em êxtase com a vitória parcial, mas acabou deixando o estádio com uma goleada daquelas, muito melhor do que o triunfo por 2 a 1 e o empate por 2 a 2 na fase de grupos. Aos dez, Schmelzer arriscou finalização do lado esquerdo e a bola sobrou para Lewandowski. O polonês se livrou de Pepe com um lindo drible e fuzilou a meta dos espanhóis.
Gündogan, aos 16, por muito pouco também não apareceu no marcador. O volante driblou dois adversários com uma "meia-lua" e chutou forte, para linda e precisa defesa de Diego López. A noite parecia destinada a ser toda de Lewandowski, que selou o placar de pênalti, aos 22, após Xabi Alonso derrubar Marco Reus na grande área. Um chute forte, seco, no meio do gol, liberava os alemães para se imaginarem em Londres no dia 25 de maio. O que só foi ratificado com as defesas de Weidenfeller no fim diante da pressão dos visitantes.
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Borussia Dortmund celebra vitória sobre Real Madrid (Foto: Reuters)Jogadores do Borussia agradecem a torcida da 'Muralha Amarela' (Foto: Reuters)

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Campanha de vacinação contra gripe é prorrogada até 10 de maio


Novo prazo vale para todo o país, diz Ministério da Saúde.
Mais de 50% do público-alvo foi vacinado até agora, segundo pasta.

Rafael SampaioDo G1, em São Paulo

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Gripe A vacina (Foto: Ivo Gonçalves/ Divulgação PMPA)Meta do governo é vacinar 32 milhões de pessoas
(Foto: Ivo Gonçalves/Divulgação/PMPA)
A campanha nacional de vacinação contra a gripe foi prorrogada até o dia 10 de maio, informa o Ministério da Saúde. A previsão anterior era que a campanha terminasse nesta sexta-feira (26).
O prazo maior é necessário para dar mais tempo para as pessoas se imunizarem, diz o ministério. A cobertura até agora foi de mais de 50% do público-alvo, formado por de 39,2 milhões de indivíduos, e a meta é chegar a 80%, segundo a pasta.
A prorrogação é normal e atinge todos os estados. Nada muda, com exceção do prazo, diz o ministério. A meta é atingir 32 milhões de pessoas. A imunização protege contra os três subtipos do vírus influenza que mais circularam no inverno passado: A (H1N1) – conhecido popularmente como gripe suína –, A (H3N2) e B.
Foram distribuídas, neste ano, 43 milhões de doses da vacina para 65 mil postos de saúde, segundo a pasta. Em 2012, 26 milhões de pessoas foram imunizadas, número equivalente a 86,3% do público-alvo. O índice superou a meta prevista, de 80% do público.
O objetivo deste ano é de atingir cerca de 80% do público-alvo da ação, que inclui idosos com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a dois anos, gestantes, indígenas, presidiários e profissionais de saúde. Doentes crônicos e mulheres no período até 45 dias depois do parto também devem receber  a vacina.
"A vacinação é segura e feita com o objetivo de diminuir o risco de ter doença grave e evitar o óbito. Ao mesmo tempo, as pessoas que apresentarem os sintomas de gripe devem procurar o posto de saúde, porque tem tratamento", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota oficial divulgada pelo ministério.
Segundo o ministro, o governo federal quer estimular estados e municípios a terem uma estratégia de busca ativa do público-alvo.
Reduzir internações
O principal objetivo da campanha é ajudar a reduzir as complicações, internações e mortes decorrentes da gripe. De acordo com Padilha, a meta é reforçar o atendimento às pessoas com doenças crônicas, independentemente da faixa etária. Isso inclui quem tem problemas cardíacos, pulmonares, transplante de rim, obesidade, deficiência mental e pacientes que usam medicamentos imunossupressores, entre outros.
A novidade de 2013 é que os doentes crônicos terão acesso ampliado a todos os postos de saúde, e não apenas aos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Cries). Para isso, é preciso apresentar apenas a prescrição médica no ato da vacinação.
Pacientes já cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão inscritos. Caso a unidade de saúde que oferece atendimento regular não tenha um posto de vacinação, a pessoa deve solicitar uma prescrição médica.
Os pacientes da rede privada ou conveniada também devem ter prescrição médica e apresentá-la nos postos durante a campanha.
DOENÇAS CRÔNICAS COM INDICAÇÃO PARA VACINA DA GRIPE
Doença respiratóriaasma moderada ou grave (em uso de corticoide), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose cística, bronquioectasia, doenças intersticiais do pulmão, displasia broncopulmonar, hipertensão arterial pulmonar e crianças prematuras com doença pulmonar crônica
Doença cardíacaHipertensão arterial sistêmica com doença associada (comorbidade), doença cardíaca isquêmica e insuficiência cardíaca
Doença renalPacientes em diálise, doença renal nos estágios 3, 4 e 5, e síndrome nefrótica
Doença do fígadoHepatite crônica, cirrose e obstrução (atresia) biliar
Doença neurológicaacidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral, esclerose múltipla, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular,
e deficiência neurológica grave
DiabetesTipos 1 e 2 em uso de remédios
ImunossupressãoBaixa imunidade congênita ou adquirida
por doenças ou medicamentos
Obesidade mórbidaGrau 3 (IMC igual ou acima de 40)
TransplantesDe medula óssea e órgãos sólidos
Vírus inativo
O ministro Padilha esclareceu que o vírus usado na vacina é inativo e, por isso, não causa gripe. Ele ponderou, porém, que, ao se vacinar, a pessoa pode pegar outros tipos de vírus capazes de provocar um resfriado ou uma gripe mais fraca. Existe, ainda, a possibilidade de o indivíduo se vacinar no momento em que já se contaminou com o vírus, aí a dose não terá efeito.

"Por isso, é muito importante aproveitar a campanha, que é um período em que ainda não aumentou muito a circulação do vírus da gripe do país", afirmou ele recentemente.
Dúvidas mais comuns
Veja as perguntas mais comuns sobre a vacina e sobre a gripe. As  informações são do Ministério da Saúde e da diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Helena Sato.
1) Por que o Ministério da Saúde priorizou esses oito grupos?
Estudos indicam que alguns grupos da população, principalmente idosos, grávidas e crianças pequenas, correm mais risco de ter complicações em decorrência da gripe, como pneumonia, e morrer pela doença.
2) Quem se vacinou no ano passado precisa tomar a dose novamente?
Sim, já que a imunidade contra a gripe dura até um ano após a aplicação da vacina. E também porque sua composição é feita conforme os vírus que mais circularam no ano anterior.
3) O que é influenza?
influenza é o nome científico do vírus da gripe. É uma infecção viral aguda que atinge o sistema respiratório. É de alta transmissão, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais, comuns no outono e no inverno.
4) Gripe e resfriado são a mesma coisa?
Não. A gripe é uma doença grave, contagiosa, causada pelos vírus influenza (A, B ou C). O resfriado é menos agressivo e de menor duração, causado por um rinovírus (com seus vários tipos).
Os sintomas da gripe muitas vezes são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores (congestão nasal e coriza), tosse, rouquidão, febre, mal-estar, dor de cabeça e no corpo. Mas, enquanto a gripe pode deixar a pessoa de cama, o resfriado geralmente não passa de tosse e coriza.
5) Quais os meios de transmissão dos vírus da gripe e do resfriado?
A transmissão ocorre quando as secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada são transmitidas para outra por meio da fala, da tosse, do espirro ou pelo toque, levando o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz do receptor.
6) A vacina contra a gripe imuniza contra o resfriado?
Não. A vacina contra a gripe protege apenas contra os três principais vírus influenza que estão circulando no país.
7) A dose tem alguma contraindicação?
A vacina não é recomendada para quem tem alergia à proteína do ovo, isto é, entre aqueles que já apresentaram forte reação alérgica pelo menos duas horas depois de comer ovo. Esse tipo de alergia é bastante rara. A vacina também é contraindicada a quem já teve reações adversas a doses anteriores a um dos componentes da vacina. Nestas situações recomenda-se passar por avaliação médica para saber se pode ou não tomar a vacina.
8) Posso ficar gripado(a) mesmo após me vacinar?
Não, isso é um mito. A vacina contra influenza contém vírus mortos ou apenas pedaços dele que não conseguem causar gripe.
Na época em que a vacina é aplicada, circulam vários vírus respiratórios, que podem não ser o da gripe em questão, e as pessoas podem ser infectadas por eles. Além disso, é possível pegar um resfriado.
9) Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?
Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre duas a três semanas após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses.
10) Fora do período da campanha é possível me vacinar?
Não pelo SUS. Depois da campanha, só serão vacinados os presidiários e indivíduos que apresentem problemas de saúde específicos. Clínicas as privadas poderão oferecer a vacina a toda população – inclusive para quem não faz parte do grupo prioritário – desde que as doses compradas estejam registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
11) A vacina contra a gripe tem o mesmo efeito de um antigripal?
Não. A vacina previne contra a gripe, e o antigripal é um medicamento usado para reduzir os efeitos causados pela doença.
12) Pessoas com doenças crônicas podem se vacinar?
Sim, mas com apresentação de receita médica. Em alguns casos, como os de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhável passar por uma avaliação médica antes da vacinação.
13) É obrigatório apresentar a caderneta de vacinação?
Não, mas o documento é necessário para atualizar outras vacinas do calendário anual. Para quem não apresentar a caderneta no momento da aplicação da dose, será feito outro cartão para o registro, que deve ser guardado para comprovar o histórico vacinal.
14) Pessoas que tomam corticoide podem ser vacinadas?
Sim, o uso não impede a imunização.
15) Quanto tempo após a vacinação eu posso doar sangue?
Uma portaria do Ministério da Saúde publicada em 2011 declarou que o doador fica inapto para doar sangue pelo período de um mês a partir da data em que foi vacinado contra o vírus da gripe. Depois desse prazo, está liberado. 
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Gripe x resfriado (Foto: Arte/G1)